Palmeiras e Dudu têm relação abalada, e Abel dá primeiro passo para recomeço

Conflito
18 de Junho de 2024 12h06

Negociação com o Cruzeiro gerou ruídos, e camisa 7 decidiu ficar horas depois de a presidente Leila Pereira falar em fim de ciclo. Técnico defendeu a relação com atacante e o aguarda

Twitter: @arnaldofenix

Horas depois de Leila Pereira sentenciar que havia chegado ao fim o ciclo de Dudu no Palmeiras, o atacante foi às redes sociais para comunicar o contrário e dizer que não iria assinar com o Cruzeiro. Após a publicação do jogador, o clube entende que o caso está encerrado e irá cumprir o contrato vigente, válido até o fim de 2025.

A permanência do camisa 7 encerra um caso conturbado, que abalou a relação especialmente entre atleta e diretoria. O técnico Abel Ferreira deu o primeiro passo para o recomeço, ao dizer depois da goleada sobre o Atlético-MG que conta com o atacante e negar uma relação ruim entre eles.

A condução das tratativas com o Cruzeiro gerou incômodo nas duas partes. Dentro da diretoria, o entendimento foi de que a possibilidade de sair partiu de Dudu, e o clube só deu sequência para respeitar o desejo de um ídolo.

A partir do momento em que aceitou a oferta de 4 milhões de dólares (cerca de R$ 21 milhões), o Palmeiras entendia que o assunto estava resolvido.

Não criou entraves por entender que estava fazendo o que o jogador queria e consequentemente daria mais um passo na reformulação em curso no elenco, liberando um atleta de 32 anos e dono do maior salário do grupo.

Sábado, antes de o Verdão assinar a proposta, houve uma reunião entre Dudu e Anderson Barros. Embora tenha comunicado que gostaria de ir embora no começo do negócio, o atacante sinalizou ao diretor de futebol que poderia recuar do acordo, mas queria saber se o clube tinha a mesma intenção.

Na sequência, o dirigente ainda falou com o empresário André Cury, que deu sinal verde para o acerto com o Cruzeiro.

O Cruzeiro anunciou algumas horas depois o acordo pela contratação do camisa 7, surpreendendo os envolvidos no negócio. Ao fim do dia, com toda a repercussão, Dudu decidiu que não iria assinar a transferência.

A avaliação dentro da diretoria é de que o jogador conduziu mal o processo, uma vez que não havia planos de vendê-lo agora, e só se iniciou a negociação pela oferta levada por seu empresário.

A declaração dura de Leila Pereira ao sportv, pedindo para que Dudu cumprisse sua palavra e honrasse o acordo com o Cruzeiro, deixou claro o incômodo com o caso. O atacante, por sua vez, entendeu que o Palmeiras estava fazendo força para vendê-lo.

No último contato com a diretoria antes do anúncio da Raposa, o camisa 7 disse que não queria pedir uma renovação e entendia ter capacidade de brigar para recuperar seu espaço após a lesão no joelho direito.

Sua principal frustração estava na relação distante que tem com a diretoria. Na expectativa de ouvir um pedido por sua permanência, o jogador recebeu que é um dos grandes jogadores da história do clube, mas não havia como oferecer uma proposta tão boa quanto a do Cruzeiro.

A decisão por permanecer passou muito mais pela relação que tem com quem convive no dia a dia da Academia de Futebol e sua relação com a torcida do que as conversas com a cúpula. Piquerez declarou, inclusive, que o elenco apoia sua volta.

Um dos maiores campeões da história do Verdão com 12 taças, ele passou desde sábado recebendo pessoas próximas que trabalharam para convencê-lo a não sair.

Entre elas, lideranças da Mancha Alviverde, principal torcida organizada do Palmeiras, e que têm amizade com o atacante. Domingo, ele comunicou o desejo de ficar a Abel Ferreira. Só que a entrevista de Leila parecia sepultar qualquer chance de reconciliação.

Dudu optou por não rebater diretamente a presidente, embora tenha dito o oposto dela, de que seu ciclo no clube ainda não acabou.

– Realmente, recebi uma proposta muito boa e fiquei balançado. Talvez, eu nunca mais receba uma oportunidade como essa. Tenho 32 anos e me ofereceram 4 anos de contrato. O Cruzeiro é um clube que tenho um enorme carinho e agradeço, demais, pelo reconhecimento, mas sinto que, neste momento, ainda não é a hora de sair e de encerrar o meu ciclo no Palmeiras – escreveu.

Abel Ferreira, também, mostrou esperar a volta do camisa 7. Ele tratou de se afastar da "novela" envolvendo a negociação com o Cruzeiro e entende que o atacante pode se tornar mais uma opção para um setor que em breve contará com Felipe Anderson e Maurício.

– Só olhar os números. Olhem e vejam jogos que jogou, títulos, para depois não virem arranjar histórias. Não jogo contra nenhum jogador do Palmeiras. A não ser no rachão. São meus jogadores e eu dependo deles. Todos precisam do meu amor, carinho e atenção – respondeu Abel.

– Em agosto fiquei sem menos uma opção, sem o Dudu. Como a presidente falou, ele tem contrato até 2025 e meu desejo é que rapidamente possa voltar a fazer gols, atacar, defender, que é o que esperamos de um jogador do nível dele – completou.

O atacante volta aos trabalhos na Academia de Futebol nesta terça-feira, aliviado por permanecer no clube em que iniciou sua trajetória em 2015, mas sabendo que conviverá com uma expectativa ainda maior neste retorno após a cirurgia no joelho.

Já a diretoria do Palmeiras recebe de volta um dos maiores nomes da história do clube depois de deixar claro o desejo de que ele fosse embora. Uma relação que precisará ser reconstruída.

ItapebiAcontece - Ge.globo

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